7 de abr de 2015

Sobre Liberdade, sobre o tempo e a complexabilidade do simples

Não sei como funciona a cabeça das pessoas, as vezes acho isso magico e assustador, é tão complexo e tão grande tudo que penso, sinto, vivo, e lembrar que todo ser humano tem a mesma (ou maior) complexabilidade que a minha vida, é sim magico, assustador, grandioso e infinito. O que mais assusta é que a vida em si, não é tudo isso, as vezes damos muito valor a ela e esquecemos que não temos significância nenhuma para o universo.
O que realmente "importa" para o individuo é o agora.
Não importa suas opiniões, elas não valem de nada em uma visão macro, então, nos resta voltar ao micro, o que realmente somos.
A unica coisa que temos de importante é o tempo, é a unica coisa significante que nos foi dada pela natureza.
Seu tempo é precioso e ninguém tem o direito de tirar ele de você a não ser a própria natureza (ou você mesmo), e é ai onde entra o fator estupido do ser humano. 
É muito triste ver que ainda estamos lutando pela liberdade de poder ser quem a gente quiser
é muito triste ver que as pessoas perdem tempo lutando para que outros consigam ter tempo de aproveitar livremente quem elas são (não estou sendo contra lutar pela liberdade, estou lamentando que tenha de fazer isso).
É muito triste ver que ainda existem pessoas desprovidas de evolução, e veja, não estou falando de certo e errado, estou falando de escolhas, certo e errado é você quem cria, você pode achar certo uma coisa, que é errado pra outra e que pode não fazer diferença nenhuma para uma outra.
Não é muito difícil entender, é uma equação lógica
Me faz bem = ótimo
Me faz mal = adeus
Não faz diferença = continua em frente.
Você não precisa ser marxista, não precisa ser anarquista, não precisa ser budista para entender isso, a vida das pessoas, é a vida das pessoas, se o que elas fazem não prejudica sua saúde, então, qual a lógica de oprimir, reprimir, lutar contra?
Eu confesso, num âmbito macro, minhas opiniões são simplórias, não gosto de deixar complexo o que não entendemos, prefiro pensar simples, para não perder meu tempo com isso.
Voltando um pouco para mim, e o que eu penso cabe a você julgar certo, errado, ou porra nenhuma.
Acredito que a vida é bem simples e quando penso em ser, fazer, ou ter algo ou alguma coisa me vem algumas perguntas na cabeça.
Vai prejudicar fisicamente alguém? alguém vai se sentir mal de tal forma que não vai superar? alguém vai perder algo pela minha atitude?
Se todas as respostas forem não, então, meu amigo, foda-se bem grande, meu tempo e minha liberdade ninguém toma.
Eu escolho o que sou e o que faço.
Você gostando ou não, sinceramente, é um problema só seu.

6 de jan de 2015

Sobre o passado sobre o futuro

Ultimamente tenho sido arrebatado pelo passado, tenho olhado para traz e na mesma intensidade que lagrimas começam a se formar um sorriso me surpreende. O passado no presente de um tempo longínquo acrescentando hoje mais lembranças. 
Foram tantas aventuras, tantos desalentos, lutas e sorrisos. A vida era bela, com um toque sofisticado de paz, naquele tempo eu protegia o mundo ao lado de companheiros inestimáveis, passamos por tanto, vivemos por muito.



Escrever isso tem me custado um frio na barriga, daqueles bons, daqueles que você não consegue estimar o valor, um sorriso inevitável. 
Tudo começou na primeira série do ensino fundamental, quando naquela época não tínhamos ideia do que era problema, conforme o tempo se estendia, uma marca no coração e na mente se formava, durante 8 anos da minha vida compartilhei momentos incríveis da infância ao lado deles e nunca tinha passado pela minha cabeça que nós nos afastaríamos, mas aconteceu, mudei de escola, mudei de vida. Nos afastamos por longos 15 anos. Eu mudei. Eles mudaram e Eles me encontraram.
Me transformei do garoto mais tímido da escola, para o cara mais sem noção do role. Confesso ser até engraçado vê-los tímidos e quietos no bar, apenas sorrindo de minhas loucuras.
O ano de 2014 teria terminado com uma merda entalada na minha garganta se não fosse o celular vibrar com a noticia de que eles estavam se reunindo e solicitavam minha presença. Não só salvaram meu fim de ano, como me trouxeram uma nostalgia a muito esquecida.
Encontrar amigos dessa forma tem sido magico.
Ver meus grandes parceiros casados com pessoas maravilhosas, com filhos lindos e sendo o que sempre foram, pessoas de bem. É uma satisfação, gratificação e uma honra te-los por perto.


"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... 
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre... 
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados... 
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo... 
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! 
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos... 
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo... 
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... "

--(Adaptação da poesia original ERAM NOSSOS AMIGOS de A. Falcão - Poeta do sol, 21/04/08)




3 de dez de 2013

Outrora

O Pierrot se escora,
cai e levanta.
Outrora chora.
Outrora canta.

Canta o amargo sabor
de quem definha em agonia
mistura sonhos com labor
com pingos tolos de alegria

Em seu peito traz consigo
o grito ríspido de quem ama
faz da arte o seu abrigo
e a solidão a sua cama.

e o Pierrot se agiganta,
estagna e se encolhe.
Outrora planta.
Outrora colhe.

9 de jan de 2012

A um Ausente (Por Joh Stcheraws)



Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

3 de jan de 2012

Dance Tonight - Roben Collection (2012) download

Dance Tonight


01 - Supergrass - We are Young
02 - Hot Hot Heat - Bandages
03 - Peter Bjorn and John - Young Folks
04 - Siouxsie & The Banshees - Cities in Dust
05 - The B-521s - Legal Tender
06 - Hot Chip - Ready for the Floor
07 - The Kills - Cheap And Cheerful
08 - Foals - Hummer
09 - McLusky - Ligtsabre Cocksucking Blues
10 - Yeah Yeah Yeahs - Y Control
11 - Le Tigre - Deceptacon
12 - She Wants Revange - I Don't wanto to Fall in Love
13 - McLusky - She Will Only Bring You Happin
14 - Bloc Party - Banquet
15 - Tokyo Police Club - Nature of The Experient
16 - The Jam - A Town Called Malice
17 - Tv On The Radio - Wolf like Me


28 de set de 2011

Cólera pela paz em Todo o mundo!... Sempre

Hoje (28/09/11), ao checar minhas redes sociais, deparei com uma noticia trágica, aterradora e deprimente. A morte de Redson, vocalista da principal banda de Punk Rock do Pais, o Cólera.
Não vou divagar sobre a bela história da banda, seus grandes feitos e seu incrível legado, já tem muito blog fazendo isso por ai, pra quem não conhece o minimo perca ao menos um pouco de tempo lendo o Wikipédia. 
Redson
A banda Cólera entrou na minha vida muito tarde, por volta do ano de 2002, um conhecido me apresentou o álbum “Pela Paz em Todo Mundo” e, ouvindo pela primeira vez a musica “Medo” comecei a ver o genialíssimo encarte do álbum com um citação do mundo atual vista do futuro, o mais estranho é ler novamente aquele encarte e perceber que ainda estamos naquela mesma situação do mundo, descrito em 1986 (ano do lançamento do álbum ‘Pela Paz em Todo Mundo’). A banda me ganhou de primeira, foi amor a primeira vista.
Então, peguei o ultimo álbum, lançado até o momento (em 2002)  “Caos Mental Geral” e então a banda definitivamente tinha ganhado um Fã.
Em Caos Mental Geral deixa muito claro a ideologia da banda, totalmente contra a Violência e a defesa da Liberdade individual conquistada pelo meio da Paz, mostrando a muitos Punks de galeria do Rock o que é realmente ser Punk, mostrando que você não precisa de moicano, você não precisa de Jaqueta de couro e uma bota, você não precisa pichar o A de Anarquia nas paredes pra ser Punk. Ser Punk é acima de tudo, ter repudio a Violência, Ser Punk é ser alguém que almeja a Liberdade social e a Paz interna.

Hoje Redson não está mais entre nós, mas sua voz, sua genialidade e seu grito de Liberdade ecoara para sempre em todo o mundo.


Capa do Álbum Deixe a Terra em Paz

15 de set de 2011

Trolado


Trolado.

30 de ago de 2011

Loop Room

O Dia estava claro e um tanto quanto quente, com as mangas da camiseta suada, Brian subia rapidamente as escadas do velho hotel. Olhou seu relógio que marcava 09:53hrs, tateou os bolsos encontrando a chave do seu quarto e o maço de cigarro. Entrou rapidamente, deixando o saco de pães em cima da mesinha próxima a porta. Ofegante passou rápido pelo quarto em direção ao banheiro e uma mancha vermelha passou junto com ele na imagem do espelho que havia no quarto.
 - Que diabos é isso?! – exclamou ao ver sua imagem no espelho, indignado com a mancha vermelha em sua camiseta.
Aparentemente, parecia uma mancha de molho de tomate, mas uma bela mancha de tomate então, pensou Brian. Tirou a camiseta para conferir, também não estava sangrando. Pegou outra camiseta branca da gaveta e retirou um cigarro do maço, jogando o em cima da cama.
Brian raramente olhava pela janela, a cidade lá em baixo era  a mesma monotonia de sempre, os carros eram todos iguais, e as pessoas pareciam rodar o quarteirão sem se cansar, um vicio, ou uma maldição. Por um momento se pegou rindo, imaginando-se em uma espécie de show de Truman.
Um trago, e um alivio, cigarros para acalmar a tensão do dia a dia, mais um trago e só faltava mesmo uma cerveja, pensou Brian.
Em meio ao barulho da cidade, um outro se destacou sobre todos, o do apartamento abaixo parecia estar tendo alguma festa. Os passos da mulher do andar abaixo eram firmes e pesados, podia-se ouvir do andar de cima, mas isso não era comum e Brian estranhou essa atitude.
Então, um grito e o som de moveis se estatelando no chão. Em um pulo Brian abriu a porta do quarto e desceu as escadas, preocupado com a mulher que até algumas noites atrás estava sozinha no hotel. Brian até tinha um certo interesse por ela, desde a ultima noite que se encontraram no bar e trocaram não mais que uma conversa qualquer, mesmo assim, era uma bela mulher.
Diminuiu o passo ao ver a porta do apartamento aberta, e o silencio tomava conta do corredor.
Caminhando devagar, pegou o celular pronto para ligar para a policia. Então, outro som seguido de um estouro, um tiro, dentro do apartamento, e um homem alto disparou de dentro do apartamento para escada abaixo correndo, mal deu tempo de ver a cara do sujeito.
Brian correu e olhou para alem da porta aberta, e o quase vomitou ao ver a mulher pregada na parede, como se estivesse em uma cruz, estava nua e ensangüentada e o sangue ainda escorria pelo buraco na cabeça feito pela bala do revolver.
 - Puta que Pariu!
Saiu correndo corredor abaixo atrás do homem, desceu a tempo de vê-lo correndo para fora do prédio. Sem pensar, continuou a correr, saiu do prédio e viu o homem dobrando a esquina.
 - Chama a policia!!!  - Brian gritou ao vento enquanto corria na direção que o Assassino tinha virado.
Brian estava no encalço do homem, muitas pessoas na calçada e o Assassino trombava nelas, fazendo Brian se aproximar mais. Então o homem sacou a arma e começou a atirar paro o alto.
Gritos de histeria e pânico surgiram de todos os lados, as pessoas se jogavam e corriam abrindo caminho para o Assassino. Brian estava começando a ficar exausto, o cruel assassino se vira pra conferir se Brian ainda o perseguia, esse erro lhe custou caro, seu ombro e braço se chocaram com o poste, seu corpo deu duas voltas e por fim caiu no chão.
Brian agradeceu a boa sorte, mas antes que pudesse sorrir o assassino deitado no chão apontou a arma para ele e houve um estrondo seguido de um buzina de caminhão.
Sem tempo de brecar o caminhão passou por cima do corpo do homem caído na rua, fazendo seus ossos se quebrarem por completo e arrancando partes de seu corpo.
Brian parou bruscamente, bem próximo ao caminhão. Sangue se espalhou pela rua.

Em questão de segundos, a policia chegou ao local cobrindo o corpo. Brian em estado de choque ficou ali parado tentando se recuperar das cenas bizarras que presenciara em menos de cinco minutos.
 - Senhor, só precisamos desses seus dados, para depoimento na delegacia – disse o Policial a Brian
 - Sim, Senhor. – Brian respondeu meio atônito.
 - Não se preocupe, Senhor, ele estava armado e temos testemunhas que ele tentou atirar.
Brian se sentou em um degrau da padaria em frente ao desastre. Ficou ali parado por alguns minutos e então decidiu ir para casa, comprar algo e ir para casa.
 - Daria tudo por um cigarro, agora. – falou sozinho.
Brian se levantou, recuperando as forças, entrou na padaria e comprou alguns pães e seguiu de volta para o Hotel.
O dia estava quente, e o sol o fazia transpirar, Brian subiu as escadas rapidamente, precisava de um banho. Tateou os bolsos e encontrou a chave do seu quarto e seu maço de cigarro, olhou no relógio que marcavam 09:53hrs da manha.
Entrou rapidamente, deixando o saco de pães em cima da mesinha próxima a porta. Ofegante passou rápido pelo quarto em direção ao banheiro e uma mancha vermelha passou junto com ele na imagem do espelho.
 - Que diabos é isso?!
Tirou a camiseta suja de sangue, pegou um cigarro e jogou o maço em cima da cama, pegou uma outra camiseta branca e parou em frente a janela para observar a cidade, incomodado pelos barulhos do apartamento abaixo.
Então, um grito ecoou para todos os lados.

29 de jul de 2011

Flash's


-Alô, Roach?
-Pois não. Quem fala?
-Aqui é o Arnold, tudo bom, cara?
-Porra cara, quanto tempo. Tudo bom sim, e como é que andam as coisas, amigo?
-Exatamente por isso que te liguei, cara. Vou me casar no próximo mês. Mandei o convite pra vocês hoje, mas resolvi ligar pra falar pessoalmente, porque pra mim, é muito importante sua presença.
-Pô, cara, eu vou sim, pode deixar.
...
-Bom... Vê ai com sua mulher, espero que você possa ir mesmo.
-Eu vou, fica tranquilo.


Roach desligou o telefone e tomou um susto com a voz fina que correu os cômodos da casa.
-Aonde é que você vai, hein?
Ele deu um pulo pra traz, por puro reflexo segurou o telefone.
-Ah, amor. Era o Arnold, nos convidando para o casamento dele, vai ser mês que vem.
O silencio que se fez deixou o clima mais frio e os pelos de todo seu corpo se arrepiaram.
Roach baixou a cabeça e subiu até seu quarto. Anete estava sentada na cama, olhava pra ele friamente. Certamente ela não iria topar ir ao casamento.
-O Arnold não vai se importar se agente não for, amor – disse Roach ao ver o olhar frio de sua mulher.
-Bom, você é quem sabe – Disse Anete friamente.
Ele não se importava mesmo de não ir se ela não quisesse. Foram tantos momentos juntos, todo esse tempo de convivência, todo esse amor. Roach não se importaria se pudesse perder tudo por ela.
Deitou-se com ela ao lado, acariciando o rosto da mulher que ele tanto respeitava.
-O Drake ligou hoje. – Ela disse inexpressiva.
-Ah é? Nossa, e como ele está? Poderíamos sair com ele um dia desses.
-Ele me falou coisas estranhas.
Roach fechou a cara, olhou para Anete como se toda revolta em seu peito fosse explodir. Em um flash toda felicidade que sentia ao ver Anete se tornou em ódio pelo fato do amigo ter falado supostas besteiras a sua mulher.
-E O QUE FOI QUE ELE TE DISSE?
-É... Ele disse que eu estou te fazendo mal.
-Mas... Mas... Que ABSURDO!
Como é que Drake podia pensar uma coisa dessas, ou pior, como é que Drake podia dizer isso para a sua mulher? De repente Roach se lembrou de Drake e de suas palavras. Foi há muito tempo. Drake sempre ligava e tentava algum contato, chamando para sair, ou simplesmente para tomar alguma coisa por ai, mas Roach sempre se esquivava. Ele queria ficar com Anete. Era ela que fazia ele se sentir bem. E Drake aparentemente nunca entendeu isso, nunca ninguém entendeu o porque de ele ter se distanciado dos amigos, talvez porque eles nunca souberam como é sido tocado por esse sentimento, pelo menos não da forma como sentia por Anete, pensou Roach.
- Pois é, eu fico muito chateada com isso. Seus amigos te abandonaram e dizem pra eu fazer o mesmo.
Roach quase não se segurava de raiva. Levantou da cama abruptamente e saiu do quarto batendo os pés. Quem Drake pensava que era pra dizer um absurdo desses? Roach foi até o banheiro, lavou o rosto e se olhou no espelho, os olhos vermelhos de raiva.
Então as luzes se apagaram.
Roach ouviu um grito vindo do quarto, e por puro reflexo se virou para abrir a porta do banheiro, e sem entender muito o que estava acontecendo algo fez com que seu corpo fosse lançado ao chão, o piso branco foi ficando perto, até tudo ficar completamente no escuridão.


O chão girava em círculos, pôde sentir a sola dos pés no frio gélido do chão, mas aparentemente ainda estava deitado, ou sua visão estava turva pela queda. Então do chão branco, como um corte da realidade, uma onda vermelho escura passava por seus olhos grudando e respingando nas paredes do quarto e por todo lugar, sentiu um líquido quente espirrando sobre seu rosto, talvez poderia ser o mesmo liquido que sentia no seu pescoço descendo sobre seu tórax. Seus braços aparentemente estavam fazendo movimentos rápidos de cima e para baixo, tentou controlar suas ações, inutilmente. Ouviu gritos abafados de uma mulher, mas estavam muito distantes para pertencer a cena fantasmagórica. Da mesma forma que saiu do chão do banheiro para o quarto, também saiu da cena bizarra vermelho alegórico, estava sentado no sofá, agora na sala.Algo como uma ferida gigante parecia estar por todo seu corpo, e cada movimento dos músculos era interferido por essa ferida, não que Roach sentisse vontade de se mexer, ele apenas sentia esse incômodo após uma quebra de realidade parecer bater a sua porta, luzes passavam pela janela e um barulho incomodo do outro lado da porta, na rua. Parecia haver alguma festa, alguma coisa cheia de luzes que vinham em direção ao seus olhos.
Então sua porta caiu no chão e varias pessoas começaram a entrar gritando coisas estranhas.
Um deles veio rapidamente em sua direção e o empurrou do sofá para o chão. O Homem que fez isso parecia gritar alguma coisa. Roach, incômodo com aquilo, tentou se virar para falar alguma coisa, mas foi impedido por um baque terrível de uma bota. Talvez tivesse sorte se ainda tivesse todos os dentes depois disso, pensou.
Sentiu seus braços sendo colocados para trás, novamente involuntário. Dessa vez seu corpo também se levantou, como se algo o tivesse puxado para cima e foi sendo arrastado pela sala até a porta de saída, da saída até a rua e da rua, jogado no porta malas de um carro.
Sem entender muito do que estava acontecendo, Roach olhou para sua casa e viu um rastro de sangue que saia de sua porta até o carro onde estava.
Um choque o fez tentar mexer as mãos, mas elas estavam presas a algo, então percebeu que as feridas, não eram necessariamente feridas, estava mais para sangue coagulado.
Aterrorizado, olhou para sua casa novamente, agora o carro estava em movimento e um barulho muito alto em seus ouvidos, como se tivesse uma sirene na sua cabeça, fechou um dos olhos e viu que estavam sendo seguidos por um carro de Polícia.
-O que tá acontecendo? – Sem olhar para qualquer lado, perguntou sozinho.
-Puta que pariu, ele tá chapadão, capitão. – Roach ouviu uma voz ao fundo.

19 de abr de 2011

Mystra

O texto abaixo refere-se ao inicio da Banda Mystra, no ano de 2003.
Escrito por Alan Bormann Carnevale em fevereiro de 2004, ex-Baterista, atual vocalista do Matanza cover.
Quando escrito, eu morava em outra cidade, em Americana, hoje, já estou de volta em São Paulo.
A banda se formou quando eu e o Thiago estudávamos com o Alan na escola do Rock Zuleika de Barros, o Barada(Rafael) era o único de outra escola.
Somos amigos de infância, nos conhecemos desde muito jovens em uma igreja cristã local, na época, éramos todos da mesma igreja, hoje, nenhuma das pessoas citadas nesse texto frequentam o local (Exceto o Tio Will).

Crescemos, evoluímos e hoje o Mystra esta em recesso. (com a esperança de que um dia voltaremos)

Que fique a Lembrança então.

Banda Mystra, o inicio

(Simbulo do Mystra - por Thiago)
1º Dia o chamado de Mystra.

No intervalo das aulas, eu e o Zé, sentamos “ao ladoooo do Robson” (piada interna) nos banquinhos do pátio, e comendo nosso Fufura diário começamos a rir do zé vestindo a sunga da natação que o Robson fazia (sei lá se era natação, acho que era Teatro, sei lá, nunca entendi porque ele carregava uma sunga vermelha na mochila). Então, o Zé tropeçou, estranhamente ele bateu a cara na parede arrancando um papel que grudou no rosto dele, deixamos o Zé no chão, preso na sunga vermelha do Robson e vimos escrito. “faça suas inscrições para o Terceiro Uninove Fest Music”.
O Robson olhou pra minha cara e disse a coisa mais extraordinária da minha vida.
 - Você toca bateria, o Barata toca baixo e eu guitarra...
Na hora minha mente brilhou, parecia que agente tinha combinado isso, mas não, era a o destino batendo na nossa cara dizendo “alo, vocês são amigos de infância e ta na hora 
de vocês montarem uma banda”. A fixa caiu. 
Ligamos para o Barata e ele também entendeu o chamado de Mystra.
Ficamos atordoados com essa noticia, somos uma banda e podemos tocar em um palco.

2º Dia Melhorou

Cada vez mais nossa sede de tocar em cima de um palco melhora e cada vez mais nós nos empolgamos em tocar juntos, Eu, Barata e Robson (conhecido como Andrei na internet, acho eu). Nós nos empolgamos ao descobrir que o negocio de entregar a fita da gravação da nossa musica que era pra ser entregue ontem, era a mais absoluta mentira, pois nem tinha começado as inscrições do festival, com isso nós ganhamos mais tempo para pensar, mesmo já sabendo que a única musica que Tiramos nessa semana seria a mesma que iríamos tocar no Festival. No meio de nossos pensamentos, nos veio à mente de chamar um guitarrista base para deixar o Robson ser somente o guitarra solo. Assim chamamos Tio Will, naquela época ele não pensou duas vezes, aceitou na hora. Também chamamos o PAULINHO para também fazer uma guitarra e então qual se saísse melhor no teste iria tocar. Então marcamos o ensaio, percebemos também que precisávamos de um vocalista, e em nossa loucura e até meio sem opção, porque ninguém que conhecemos queria pagar o mico de cantar CPM22. Então tivemos de chamar a droga do Thiago Emo (brincadeira Thiago) e ele aceitou numa boa, talvez porque quando lhe veio a mente que aparecia em um palco, as gatinhas iam ficar gritando o nome dele, ai ele não pensou duas vezes.

Fechado, a banda se manteve nessa formação até o dia do festival.

Thiago - Vocal
Robson - Guitarra Solo
Tio Will - Guitarra Base
Baratinha - Baixista
E eu Alan - Baterista

(Foto para a revista Antiquários)
3º Dia 

Não podia ser melhor, não aconteceu nada de novo, só os nervos estavam à flor da pele para o dia do ensaio com todos. Imaginando o que ia acontecer quando fosse o dia do festival.
Já tínhamos quase todos documentos para a inscrição ser efetivada, só faltava a demo com a musica.

4º Dia

1º ensaio com todos e gravação do demo, Não poderia ser mais animado, pois tivemos uma participação especial nesse ensaio, nada mais, nada menos que a banda do dono do estúdio, a Banda do Los Ronegas. Tivemos o melhor de todos os ensaio não poderia ser melhor, colocamos os 2 guitarrista para tocar o Tio Will se saiu muito bem, muito melhor que o Paulinho que foi uma decepção e tiramos ele da jogada (**Acredita que ele mentiu pra gente dizendo que sabia tocar Regina let´s Go?)
Faltando só uma semana para dar inicio ao festival, estávamos encabulados, pois gravamos uma demo
muito boa.

5º Dia

Primeiro dia da Melhor semana (segunda-feira)

Precisava agora entregar a ficha de inscrição na escola, eu em meus pensamentos, nem pensei que seria
difícil entregar isso,  achei que seria fácil só entregar o papel, a fita demo e já era!
Estávamos completamente enganados!
Nesse dia fui para entregar o papel e a diretora estava ocupada, pensei comigo, tudo bem ‘depois
Entrego’.
Passou a primeira aula e ela foi embora, e eu me ferrei, mas firmeza, ainda tinha a semana toda para entregar o papel, então nem me preocupei.

SaraFest 2007
6º Dia

Segundo Dia da Melhor Semana (terça-feira)

Consegui falar com a diretora, entreguei o papel todo feliz, e ela me disse que tinha que entregar os
Rg’s do pessoal. Tudo bem. Arrumei o meu, do Robson e do Thiago num segundo (estudávamos juntos). O do Baratinha eu conseguiria fácil, mas ai então apareceu o primeiro problema, O RG do Tio Will.
Ele disse que não tinha Xerox. E agente dizia;
- Tio Will é só uma Xerox, meu!!! Custa no Maximo R$0,20 qualé Tio Will?!?!
Do jeito que ele dizia suas desculpas, nos dava a impressão que ele estava com medo de entregar UMA Xerox do RG dele. Meu! Eu não o entendia, mas tudo bem, consegui convencer ele de me entregar a porra da Xerox.

7º Dia 

Consegui pegar o RG do chato do Tio Will, mesmo assim não me preocupei, ainda faltava dois dias para terminar as inscrições do festival.

8º Dia

Peguei tudo que faltava e levei para a diretora, ela não quis aceitar, e agora eu fiquei grilado. Ela me disse que tinha quer ser entregue num envelope, porque iria sair da escola, não entendi isso, mas tudo bem. Fui ate a Xerox em frente da escola e comprei um envelope, coloquei os negócios tudo lá dentro e fui de novo tentar entregar para ela, e ela me disse que precisava estar escrito em cima do envelope, o nome e a serie do responsável da banda escrito com caneta bastão (ou canetão para quem não entendeu). Fique ainda mais Grilado.
Desacreditava da frescura dessa maldita diretora, onde eu ia arrumar um maldito conetão? Então fui falar com os malditos pichadores da escola, fui na fé, e sabe o que todos me responderão? O Valério tomou todos! Nunca pensei que um porteiro de escola ia me dar problema ao não ser de entrar na escola, fiquei puto quase sem esperança de entregar o formulário. Quando me apareceu o Roger o moleque que tem um incrível credito eterno comigo por apenas esse dia, que me disse “minha banda passou por isso, Te empresto a minha” Fiquei o mais animado.
E Quando finalmente fui entregar o envelope para a diretora, a PUTA foi embora.
Queria matar um de tanta raiva,  tive que esperar até o dia seguinte e esperei né...

Ensaio de 2005
9º Dia 

5 Dia da semana mais estressante da minha vida (sexta-feira)

Cheguei à escola e peguei o horário da diretora (ate me passou pela cabeça, quanto será que ganha uma  diretora de escola ganha para ficar apenas 3 horas por dia lá?) foda-se, fui lá entregar o envelope e quando chequei para entregar a diretora estava atendendo um homem. Então preferi esperar ele sair. Fui para a sala de aula e algo me dizia para ir entregar o papel. Naquela hora fiquei meio grilado, sai no meio da aula e fui entregar o envelope. A puta da diretora me deu a seguinte resposta que me fez entrar em desespero.
- O homem das inscrições acabou de sair, corre lá na rua pra procurar ele! Ta num gol prata!
Corri o mais rápido que pude, corri da escola até o Palmeiras e não o encontrei. Acabou com as minhas esperanças, eu estava totalmente deprimido, totalmente acabado e me bateu o maior sentimento de culpa por não ter entregado o negocio, mesmo assim fiquei com o envelope, não o rasguei não fiz nada. A diretora ainda me disse;
- Quem sabe se você entregar no dia do festival eles não deixam vocês tocarem?
Foi a minha ultima e única esperança e a mantive ate o Dia do Festival!

E foi assim o resto das próximas duas semanas, esperando o impossível para poder tocar no festival.

E assim se passam as 2 semanas (detalhe, não contei nada para os caras da banda)

Os quatorze dias mais longos, e curtos da minha vida!


23º Dia

O Dia inesquecível da minha vida, o melhor! (sexta- feira)

Chegou o dia do festival!
Cheguei na escola com a maior esperança de minha vida e fui falar com o responsável, ele me disse:
 - Cara, porque você não me entregou antes? Vou ver o que posso fazer por vocês.
 - Se eu contar você não acredita! Então vê, pelo amor de deus o que você pode fazer por mim.
Ele viu minha cara de desespero e disse se eu podia esperar umas 3 horas, e eu disse que, não, porque se ele disse que podíamos tocar, nos íamos com certeza sair para ensaiar.
Ele olhou para mim e disse
- Espera ai um pouco.
Dez minutos depois ele me chamou e disse;
- Sim, vocês podem tocar!
Sai correndo, sem motivo, feliz, corri pra casa do Daniel, chamamos o Tio Will e o Barata, o Robson já estava lá me esperando.
Enfim. Estávamos fazendo o ultimo ensaio antes da festival.
Embora eu tenha dito lá encima que o Tio Will se saiu bem, quando ele tocava, parecia que ele brigava com a guitarra, batia nela muito, chegou a quebrar duas cordas MI em menos de dez minutos.
Ele (Tio Will) e o Thiago saíram pra comprar a segunda corda, nós, o inicio do Mystra ficamos lá no estúdio sozinhos e lembramos do primeiro ensaio, nisso comecei a tocar qualquer coisa e o barata me acompanhou logo em seguida o Robson entrou também, estranhamente ficou o melhor som que já saiu daquele estúdio! Nada me vinha a mente para colocar alguma letra na musica, mas no dia anterior o Thiago tinha me dito uns refrãos que ele e o Irmão ficaram fazendo para o Paulinho e aquilo ficou na minha cabeça.
Então comecei a cantar esses refrãos, nisso o Thiago chegou e começou a improvisar algumas coisas no meio do som (sem o Tio Will tocar) e saiu! A melhor musica de todas!
A tão famosa musica do Mystra chamada de PAULINHO MENTE!
Gravamos uma demo com essa musica sem nenhum compromisso, nisso nós fomos para a escola ouvindo no ônibus a musica foda que agente tinha acabado de fazer.
Uninove Fest Music 2003
Grande dia!
E Chegamos lá!
Tivemos a brilhante idéia de trocar a musica da apresentação, ao invés de Regina Let’s go, queríamos tocar nossa musica.
Fomos conversar com o cara para ver se dava pra trocar.
A Mulher que estava do lado dele olhou para nossas caras e disse.
 - Há! são vocês o da ultima hora?!
Falamos sobre a troca e ela nos disse que não tinha problema, demos a demo de Paulinho Mente para ela
Todo mundo que conhecíamos estava lá, mas o que nos alegrava era ver o nervosismo do Tio Will. Era incrível, enquanto rolava as outras bandas do festival ele afinou a guitarra umas mil vezes, nós éramos uma das ultimas bandas a tocar, varias bandas tocaram, uma melhor que a outra, até que chegou a nossa vez! Entramos no palco tremendo.
Olhamos o Publico e fomos anunciados.
E começamos a tocar o que ninguém esperava!

Então aos gritos do publico ouvimos nossos nomes sendo gritados no meio de PAULINHO MENTE!
Quando terminamos, olhamos o publico, e pensamos,acho que todos juntos, com os gritos do publico,
é aqui que começa a banda MYSTRA!

Ensaio no porão do Los Ronegas

E essa foi a historia do inicio do Mystra.
Hoje estamos apenas em 4 integrantes.
O Tio Will deve ter cagado nas calças que resolveu largar a banda depois de tudo, mas firmeza, nós mantemos ate hoje assim;

Thiago - Vocal - hoje conhecido como o traidor da banda.
Robson - Guitarrista - Morando a apenas 3mil kilometros de distancia de São Paulo.
Barata - Baixista - o eterno Bratinha
E eu Alan - Baterista - ainda com o sonho de dar certo.


(Musica gravada no dia do festival)  

by Alan
Cara, desculpe, tive de corrigir muitos dos seus erros de Português e adaptar para ficar compreensivo.(rs)