2 de out de 2010

Rua Bento Freitas (Re-Post)

Subiu a Rua Pamplona correndo, na esperança de encontrar o metro Trianon-Masp aberto, chegou a paulista e viu fechado as portas da entrada do metro, olhou para o outro lado da Avenida e viu bem lá adiante um ônibus vindo. Atravessou correndo e parou no ponto, olhando a luz do ônibus chegar e lembrou das palavras de Benicio.
- Dick, vc encontrou a Luz e nós ainda estamos nas trevas, e por mais que você esteja aqui, nas trevas conosco, você sabe encontrar a Luz, e a Luz esta com você. Não perca tempo, vá encontrar ela.
Entrou no ônibus Praça Ramos repetindo essa cena em sua mente, só pensava em encontrá-la enquanto o ônibus ia a uma velocidade agradavelmente veloz. Não teria graça, sair para se divertir com os amigos e só pensar nela. Ele tinha que chegar na Rua Bento Freitas o mais rápido possível.
Desceu no final ao lado do metro Anhangabaú e andou rapidamente admirando a cidade, o teatro municipal, entrou na rua 24 de maio e seguiu até a praça da republica, pensando “vá encontrar a luz” chegou a rua do Arouche e subiu, meio que sem saber para onde estava indo, o medo estava começando a tomar conta dele, andando, sozinho as 01:00 da madrugada no centro de são Paulo com mendigos e pessoas mau encaradas, foi então que viu a placa de uma rua escrito “Bento Freitas”. Parou e olhou para a placa meio sem entender como tinha chegado até ali, afinal, ele não sabia onde era realmente a rua Bento Freitas.
Depois de alguns momentos percebeu olhares mal encarados para si, então decidiu continuar sua busca. “Ok, estou na rua Bento Freitas, e agora, qual o numero desse lugar, Eclipse?”.
Andou até um estacionamento e perguntou ao senhor que trabalhava no local e então obteve a seguinte resposta.
“opa, se é nessa rua, só pode ser lá pra cima, é lá que as coisas pegam fogo!!!”
Subindo a rua e chegando ao seu final olhou ao redor, viu muitos homossexuais e lembrou da resposta do Senhor, inevitavelmente houve uma gargalhada contida. Então ao lado de um lugar com luzes verdes encontrou o tal lugar, Eclipse.
Ao entrar, se deparou com uma sala com duas mesas de sinuca, luzes de balada e no maximo umas cinco pessoas. “não é possível que é só isso”. Então encontrou uma porta com uma seta que apontava para baixou.
Desceu as escadas vermelhas em forma de espiral e ouviu uma musica japonesa e logo que entrou na sala do subterrâneo não viu nada mais que uma garota de chapéu, colete preto, camiseta branca, meio-arrastão e um shortes preto combinando com sua bota.
Era a luz que ele precisava encontrar.

Um comentário:

  1. Eu não conseguia me desprender do celular. Eu sabia que talvez não viria... Já tinha me dito que não. Mas mesmo assim... eu esperava. E quando te vi do meu lado, minha noite estava ganha. Eu mal lembrava que o mundo ainda continuava girando...

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