16 de jan de 2011

Closer - Perto Demais




A história é um pouco fraca, cheia de intervalos estranhos entre a vida dos personagens, mas todo romance é assim e exigir complexidade nas vidas dos personagens é para poucos diretores (dá pra contar nos dedos) . Os personagens são unidimensionais, recobertos por uma falsa aura de profundidade. Em essência, não passam de animais falantes em busca de prazer, sem maturidade emocional ou intelectual, meras marionetes de seus desejos.
Por outro lado, talvez este seja também o grande mérito deste filme, pois, via de regra, é assim como a maioria das pessoas se comporta na vida real: criaturas irracionais e insatisfeitas em busca de prazer. Os conflitos de "Closer" são os mesmos conflitos que milhares de pessoas enfrentam todos os dias, em nossa jornada constante em direção à felicidade. No entanto, o filme parece apontar a hipótese de que felicidade não existe, por isto temos de nos contentar com o restolho que a vida nos proporciona. E talvez este seja o segundo grande mérito deste filme: conduzir os espectadores a buscarem um sentido oculto que não existe. "Closer" é isto aí que apresenta, e nada mais: a vida crua, desinteressante e vazia de quatro personagens infelizes, que pode ser eu, ou você, ou todos nós.
Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa bem sucedida que conhece e seduz Dan Woolf (Jude Law), um jornalista sem sucesso tentando lançar um livro, os dois acabam tendo um rápido envolvimento. A seguir, Anna conhece Larry Gray (Clive Owen) de uma forma um tanto inusitada, e, mais tarde, se casa com ele. Dan mantém um caso com Anna mesmo depois de seu casamento e usa a misteriosa Alice (Natalie Portman), uma stripper, como sua musa inspiradora, sem saber que Alice carrega diversos segredos ainda não revelados.
"Closer - Perto de mais" dirigido por Mike Nichols e com roteiro escrito por Patrick Marber.

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