9 de mar de 2011

Tudo e ou nada.


É cada vez mais difícil a comunicação através das metáforas quando as mesmas ja não mais dão conta da tarefa a qual as confiei no dia em que decidi me jogar no penhasco da literatura. Confesso, a culpa é minha.

Preso em pensamentos nebulosos que me aprisionam numa claustrofóbica viagem ao nada infinito, um grito calado pulsa na mente que se esvai lentamente no silêncio impiedoso que transpira do meu relógio.

uma encruzilhada onde todos os caminhos que sigo não vão pra absolutamente lugar nenhum e sempre voltam para o ponto de partida num ciclo sem fim, assim, enfim, sem mim. Não estou lá, nem aqui e em lugar nenhum.

Volto então a ser o centro de minha atenção e regurgito as poucas lembranças da minha vida que guardo comigo; não a sete chaves e sim a sete pecados capitais. Observo cenas incompletas daquele que se inspirava em outros claustrofóbicos sugando toda a sua essência de uma forma silenciosa e vampiristicamente fatal. O tempo como pior inimigo àquele em que tudo que fazia baseava se num reflexo condicionado daquilo que ele não era. As mascaras nunca caíam, pelo contrário, fundiam naquele rosto cada vez mais intensamente tornando aquele pseudo ator em uma marionete controlada por seu subconsciente já, febril e descontrolado.

Eram tantas camadas de mascaras que a sua essência se perdeu e então uma falsa identidade foi se fortalecendo dando aquele ser uma denominação incomum: O ímpar formado de pares.

é exclusivamente nessas horas que me recordo, por um breve instante, que por traz de tantas faces tortas está esquecido um garoto inocente, sonhador, assustado e agora, quase mudo.


E a culpa? Ela sempre foi minha

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